Ciência & Consciência, v. 2 (2010)

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JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO MÉDIO: A OPINIÃO DOS ALUNOS SOBRE ESTES CONTEÚDOS

Simony Fernandes da Silva, Glauber Bedini de Jesus

Resumo


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A Educação Física escolar passou por várias transformações ao longo do tempo. Tem seu histórico marcado por diferentes concepções pedagógicas. Atualmente, tem como base a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), que trazem como uma de suas principais características a inserção do aluno junto à cultura corporal de movimento. Dentre os elementos dessa cultura corporal de movimento temos os jogos e as brincadeiras, que possuem relevância no contexto da Educação Física, tendo em vista que incentivam a criatividade, o raciocínio lógico e muitos outros benefícios corporais, cognitivos e afetivos. O presente estudo teve como objetivo verificar a opinião dos alunos do ensino médio a respeito dos jogos e brincadeiras nas aulas de Educação Física. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico e a aplicação de um questionário com perguntas abertas para 30 alunos de ensino médio da rede pública estadual. A partir dos dados coletados pode-se constatar que 68% dos alunos participam de todas as atividades propostas na aula, enquanto 32% participam apenas de algumas atividades. Quando perguntados se gostariam que a aula tivesse mais atividades, 76% responderam que sim, já 24% não mudariam a aula. Em relação aos jogos e brincadeiras, 92% da turma dizem gostar desse tipo de atividade, diferente de 8% que responderam não gostar. Quando questionados a respeito da importância prática que os jogos e as brincadeiras têm em proporcionar a manifestação de suas idéias e seus sentimentos, 92% disseram ser muito importantes, e 8% não acreditam que esse ponto seja relevante. Foi constatado também que 88% da turma entende como importante que os jovens brinquem, e concordam que a idade é um fator que não deve influenciar no ato de brincar e jogar, porém 12% não souberam opinar a respeito. Sobre o relacionamento com as pessoas durante um jogo, 80% disseram se relacionar bem, pois isso facilita o desenvolvimento das atividades e ainda afirmaram que o mais importante é a diversão e não a competição. Os 20% que responderam não se relacionar bem com as pessoas, explicaram que isso ocorre, entre outros motivos, porque acham as outras pessoas chatas, gerando discussões e conflitos. Também foram questionados sobre a freqüência com que brincavam na infância, sendo que 64% responderam que brincavam todos os dias, 32% quase sempre brincavam, e 4% disseram brincar eventualmente. Todos os alunos concordam que podem aprender várias coisas com os jogos e as brincadeiras, como por exemplo, o respeito pelo espaço dos demais e a cooperação entre os colegas, a interagir com todos e desenvolver a união da turma. Alguns citam ainda que faz bem à saúde, na relação corpo e mente e na coordenação motora. Assim, pode-se concluir que os alunos em sua maioria, reconhecem a importância dos jogos e das brincadeiras como elementos de seu desenvolvimento, apontam ainda, que gostariam de diversificar as aulas com atividades mais informais, porém há aqueles que gostam das mesmas aulas e não gostam tanto de brincadeiras. Nota-se ainda, a falta de conhecimento de alguns sobre os objetivos da Educação Física escolar, podendo ser este o motivo da falta de interesse. Alertarmos que a forma e os objetivos dessas aulas devem ser cada vez mais pensadas e estarem de acordo com as necessidades dos alunos e de seu contexto, possibilitando a diversidade dos conhecimentos, fato que aparentemente não acontece. Logo, cabe a reflexão: Se os alunos têm interesse e consideram os jogos e as brincadeiras importantes, quais motivos levam os professores a realizarem aulas que não trabalham com tais elementos? É necessário que os profissionais se atentem para a problemática e criem alternativas que cativem os alunos para as aulas.

Palavras-chave: Jogos. Brincadeiras. Ensino Médio.


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Ciência & Consciência
ISSN 1980-5152